EFEITOS DO AVANÇO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA NO CERRADO SOBRE A BIODIVERSIDADE: A RESPOSTA DOS PEQUENOS MAMÍFEROS NÃO VOADORES À PERDA DE HÁBITAT OBSERVADA ATRAVÉS DA MODELAGEM

March 6, 2020

Proposta de Tese em Ciência do Sistema Terrestre de Tainá Oliveira Assis

 

RESUMO

 

O aumento da produção agrícola ocorre, muitas vezes, com a expansão de sua fronteira sobre áreas nativas. Este fato ocasiona, entre outros aspectos, a perda de hábitat para várias espécies, a fragmentação da paisagem e, como consequência, perda de biodiversidade. O Cerrado é o bioma brasileiro que mais perde áreas nativas na atualidade e a consequência desta perda sobre a biodiversidade precisa ser estudada. Este projeto visa entender como ocorre a modificação da comunidade de pequenos mamíferos não voadores (PMNV) em função da transformação da paisagem provocada pelo avanço da fronteira agrícola no cerrado. Utilizará a modelagem computacional de modo a considerar a capacidade perceptual das espécies como determinante para sua persistência em uma área fragmentada. Para isto, o projeto se embasará no levantamento de dados biológicos e espaciais, de modo a representar através da modelagem baseada em agente, como ocorre esta dinâmica entre comunidade e ambiente. Neste contexto, o projeto propõe três etapas metodológicas. A primeira consiste identificação dos diferentes tipos de fronteira agrícola no cerrado a partir da evolução das classes de uso e cobertura. Cada tipo de fronteira será caracterizado considerando as estruturas da paisagem quanto à conservação de PMNV. A segunda etapa consiste no levantamento de dados de captura de pequenos mamíferos do cerrado e na avaliação dos efeitos da paisagem sobre a abundância e riqueza desta comunidade. A terceira etapa propõe um modelo baseado em agente para representar o comportamento da comunidade de pequenos mamíferos em diferentes tipologias de paisagem. Para observar como a dinâmica da paisagem ao longo do tempo interfere na riqueza e abundância dos PMNV, o modelo considerará os dados reais do mapeamento de uso e cobertura da terra de 2000 a 2017, e diferentes configurações da comunidade de PMNV. Este modelo será pautado no comportamento das espécies durante o seu movimento e considera a evolução histórica de uso e cobertura do solo para entender o processo de transformação de hábitat e as consequências desta interação sobre a comunidade de pequenos mamíferos. Este projeto contribui para a avaliação dos efeitos do avanço da fronteira agrícola no cerrado sobre a comunidade de pequenos mamíferos, sob a ótica da capacidade perceptual das espécies.

 

 

 

 

 

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